domingo, 14 de março de 2010

Banalizaram a vida, e agora?





“Não, você não é a único que pensa assim.’’ Foi essa frase que entrou dentro do meu ser e tum, entrou como uma flecha. É tempo de refletir..
Ninguém tem o direito de dizer que o outro banalizou o amor ou qualquer outra espécie de sentimento. Quem é você? Como foi a sua vida? Você é feliz no amor? Vamos parar com essa ladainha de querer ver o mundo com outros olhos, ele não vai ser diferente porque você resolveu olhar para o lado inverso dos ponteiros. A banalidade está em todos, inclusive quando dizemos para Deus e o mundo que a mudança começa por nós mesmos. Menos palavras cuspidas, mais verdade nas atitudes, quem sabe assim os ponteiros não se tornam importantes?

É engraçado como nós mulheres sempre queremos impor que não conseguimos conhecer o nosso sexo oposto, mais como queremos tamanha façanha se nem si quer nos conhecemos? Não conseguimos entender como se apaixonamos pelo carinha da esquina que não ta nem aí pra você. Consegue ficar encantada com uma palavra em um site de relacionamento fora de total realidade. Ah, muito bom ter entrado nessa questão. O que seriam palavras? Eu modéstia parte, não acredito mais em palavras. Palavras eu tenho, eu quero é atitudes. Mas voltando ao assunto principal: Um tal convite que nunca saiu de sua própria imaginação fértil. Não entende a facilidade de segunda feira ser a mulher da vida dele e na sexta feira só ser mais uma em sua cama e ele simplesmente...Sumir! Do que adianta pedir a Deus um homem cavalheiro? Ele vai abrir a porta. Pagar a conta. Ser gentil e não se entregar, não abrir seu coração por inteiro. Não adianta convidar para ir tomar um sorvete, mas esquecer de convidar para entrar no seu maior intimo que é a sua vida. Que não adianta ficar frustrada se num dia ele te manda flores e na noite seguinte ele sumir novamente. Você se propôs a isso.


Pois é, a tarde de domingo está só começando. E o pior não é isso. O pior é que amanhã será um novo dia, uma nova segunda-feira amarga. Com gosto azedo de promessas baratas. De farsas. De ombros enormes e mentalidade de menos. De estar de saco cheio de tudo a sua volta. De não acreditar mais em joguinhos. Essa pessoa pode fazer seu próprio destino, mas tem medo. Morre de medo dele. E não consegue controlar seus próprios sentimentos. E tudo vai começar de novo, aquela pose de super-mulher-corajosa e por dentro um coração mole e fraco de tanto cair no chão.
Vai dizer que você não é assim?


Milena Ferraz

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